1 de setembro de 2025
Como a Lei Orçamental de abril de 2026 irá reformular a prestação de contas no setor das empresas de gestão de pessoal
A partir de abril de 2026, a Lei Orçamental do Reino Unido introduzirá uma mudança significativa em matéria de responsabilização. As agências de recrutamento e os clientes finais passarão a ser solidariamente responsáveis pelo pagamento de impostos sobre os salários em dívida, caso os seus parceiros de serviços de gestão de pessoal não cumpram os requisitos legais.
Para alguns profissionais do setor do recrutamento, isto representa um risco acrescido. Para as empresas de gestão de pessoal que cumprem a legislação, no entanto, representa uma oportunidade para demonstrar o seu valor, reforçar a confiança e redefinir o papel destas empresas na cadeia de abastecimento de mão de obra.
De prestador de serviços a parceiro de confiança
As empresas de gestão de prestadores de serviços têm sido historicamente vistas por alguns como uma função administrativa, um elo necessário, mas essencialmente transacional, entre o prestador de serviços e a agência.
Essa posição já não é sustentável.
As agências e os clientes já não podem dar-se ao luxo de se expor a fornecedores opacos ou que não cumprem as normas. A responsabilização vai agora além da própria agência, aumentando os riscos em toda a cadeia de abastecimento.
As empresas de gestão de riscos têm agora a oportunidade de se reposicionar como parceiros estratégicos, salvaguardando as agências, protegendo os contratantes e reforçando a integridade da cadeia de abastecimento.
A transparência é a nova moeda
Os contratados esperam clareza quanto ao salário líquido, às deduções, à acumulação de férias, às pensões e aos direitos legais. As agências exigem garantias de que os processos de processamento salarial resistam a uma análise minuciosa.
A opacidade já não é comercialmente viável.
As empresas de gestão de pessoal que conseguirem comprovar a sua conformidade através de auditorias independentes, acreditações reconhecidas e relatórios acessíveis irão definir o padrão de referência. Documentação clara, recibos de vencimento precisos e controlos comprováveis estão a tornar-se requisitos básicos.
A visibilidade já não é uma vantagem competitiva; é o ponto de partida.
A tecnologia e a acreditação como infraestrutura
A conformidade não pode ser reativa. Deve estar integrada.
Certificações como a FCSA, o Professional Passport (Fortis), o Diligence Hub e o veriPAYE da FCSA, bem como o SafeRec, serão cada vez mais consideradas requisitos mínimos, em vez de credenciais opcionais.
A par da acreditação, a tecnologia desempenhará um papel determinante. A deteção de anomalias baseada em IA, a elaboração automatizada de relatórios e as pistas de auditoria digitais proporcionam às agências e aos contratantes a segurança de que necessitam.
Quem investe agora nestes sistemas não está apenas a cumprir a regulamentação; está a reforçar a resiliência comercial a longo prazo.
A confiança dos empreiteiros no centro
Embora as agências e os clientes enfrentem uma responsabilidade acrescida, os prestadores de serviços continuam a ser o cerne do mercado de trabalho temporário.
A reforma regulatória representa uma oportunidade para restabelecer a confiança no modelo de agência. Uma comunicação clara, documentação transparente e um apoio social genuíno permitirão diferenciar os prestadores de serviços que encaram os contratados como pessoas e não como meras transações.
A confiança, uma vez restaurada, reforça a retenção, a reputação e a estabilidade da cadeia de abastecimento.
O caminho a seguir
A reforma regulatória irá inevitavelmente remodelar o setor. Os prestadores que não consigam ou não queiram cumprir os padrões de responsabilização reforçados sairão do mercado.
Para aqueles que se empenham na conformidade, na governança e na transparência, o futuro parece promissor.
A mudança é evidente: a conformidade já não é um centro de custos. É uma proposta de valor. As empresas de gestão de pessoal que adotarem a responsabilidade como um ativo estratégico não só resistirão à reforma, como definirão a próxima fase do setor.